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  TEMA: A FELICIDADE PELA SIMPLICIDADE VOLUNTÁRIA 

(Antonio de Andrade, escritor e jornalista,

com formação em Psicologia) 

 

Entrevista à TV sobre este tema. Copie o link a seguir e cole em seu navegador para ver a entrevista no You Tube:

 

http://www.youtube.com/watch?v=sGB_ROWmlCo&feature=g-upl&context=G2c95b3dAUAAAAAAABAA

 

 

     FELICIDADE é o objetivo de vida de todo ser humano ( e até o Congresso Nacional em 26 de Maio de 2010 realizou um debate sobre a inserção do "direito à busca da felicidade" entre os direitos sociais expressos no artigo 6 da Constituição Federal brasileira de 1988).  Costuma-se dizer que a felicidade não um destino mas o modo de viajar, o modo de viver o seu dia-a-dia. Muitas pessoas buscam a felicidade mas colocam muitas barreiras que atrapalham esse viver nos seu dia-a-dia.

      Geralmente essas barreiras foram levantadas pelas próprias pessoas. Uma dessas barreiras é o "estilo de vida", adotado pela maioria da sociedade capitalista, onde predomina o consumismo desenfreado, levando as pessoas a terem um único objetivo na vida: "ter" cada vez mais, em especial dinheiro e bens materiais. Para alcançarem esse objetivo, as pessoas precisam trabalhar cada vez mais, para poderem ganhar cada vez mais, mas apesar disso, continuam a viver insatisfeitas com o que já possuem e com o salário que ganham. Insatisfeitas, ficam angustiadas e estressadas, porque nunca conseguem satisfazer a ânsia do "querer cada vez mais". Outros ficam deprimidos e ansiosos, com crises de angústia, por não conseguirem manter o status e o nível de vida social que antes tinham. É a chamada "angústia por status"(status anxiety), também conhecida como "ansiedade por status".

    Para despertar as pessoas para saírem desses estilos de vida criados pela sociedade capitalista, estilos que deixam as pessoas infelizes, surgiu um novo movimento social que está acontecendo em muitos lugares de nosso planeta. Os cientistas sociais já fazem a previsão de que esse movimento se tornará uma tendência mundial dominante no século XXI, influenciando a vida em todos os seus aspectos: impacto no consumo dos produtos, levando as empresas a novas estratégias de marketing, impacto nos estilos de convivência social e nos estilos de vida das grandes e pequenas cidades, no estilo das relações familiares (conjugais e com os filhos), nas escolas, no lazer, na escala de valores das pessoas, e em especial, na descoberta da importância de se valorizar a natureza, os recursos naturais que ainda existem. Esse movimento social é chamado de SIMPLICIDADE VOLUNTÁRIA.

      Simplicidade Voluntária é um novo estilo de vida e de valores, adotado pelas pessoas que querem um retorno à vida mais simples, aproveitando melhor as condições de suas vidas, vivendo com menos mas melhor, convivendo mais com os familiares e com os outros, tendo melhor qualidade de vida, bem diferente da vida que levavam anteriormente, uma vida agitada e angustiante. Essa mudança está levando muitas pessoas a descobrirem uma vida mais realizadora e feliz. Elas têm encontrado a felicidade vivendo com outro estilo a suas vidas. Nesse novo estilo de viver, as pessoas examinam os conceitos que têm sobre a vida, mudando-os, em especial a escala de valores, daquelas coisas que realmente são importantes para elas, para que sejam felizes. Mudam o valor de "ter mais" para "ser mais", em especial, ser mais feliz. É uma mudança já expressa pelo filósofo inglês Bertrand Russel (1872-1970) quando afirmou: "Ficar sem algumas coisas que você quer é parte indispensável da felicidade." E outro filósofo, o grego Platão (427 ou 438-347 ou 348 a.C.) afirmava: "O homem que faz com que tudo aquilo que conduz à felicidade, dependa de si mesmo e não de outros homens, adota o melhor plano para ser feliz."

     Acompanhando esta mobilização mundial em busca da felicidade, e valendo-me da experiência de muitos anos como terapeuta de adultos e casais e como ministrante de treinamentos para diretores e gerentes para a eficácia e felicidade humana, tenho escrito livros e artigos nos quais a MUDANÇA para se encontrar a felicidade, é um dos temas centrais.

      Em meu primeiro livro "1932 - Os deuses estavam com sede", um romance ambientado na Revolução Constitucionalista de 1932, o maior conflito militar do Brasil no século 20, apresento as mudanças almejadas, na época, pelos paulistas em busca de um país livre e mais democrático, e através dos personagens fictícios que criei nesse romance, apresento algumas mudanças de vida, de sentimentos, de escalas de valores, e levo o leitor a mergulhar em uma viagem no tempo histórico, conhecendo a colonização da região do fundo do Vale de Paraíba (chamada hoje de Cone Leste Paulista) e a fundação das cidades atualmente consideradas históricas, como Bananal, Silveiras, Areias, São José do Barreiro, região que foi palco de combates na Revolução de 32, descrevendo com detalhes a vida simples e de qualidade que tinham os tropeiros da região.

      No segundo livro, "Para Um Novo Amanhecer", de auto-ajuda, levo o leitor a um mergulho interno em busca da felicidade, levando-o a fazer uma "faxina interior" de mudanças que tragam mais consciência de si mesmo e mais felicidade. Já no terceiro livro, "Criança Feliz, Adulto Feliz: O Poder Emocional da Auto-Imagem" apresento, especialmente, as ações dos pais e educadores, como "agentes de mudanças", para que as crianças e os jovens possam evoluir bem, chegando a ser "gente com qualidades", mais saudáveis, tendo uma melhor imagem que fazem de si mesmas e do modo como se relacionam com as outras pessoas, ajudando a formar uma sociedade melhor. E no romance "Os Segredos de Fellicia" apresento as idéias de como encontrar a sua alma gêmea e a felicidade, e as mudanças, para melhor, no relacionamento emocional e sexual, com orgasmos prazerosos, vivendo sem inibição ou culpa. Na história desse livro coloquei idéias de como ajudar a sociedade humana para ser melhor, com possibilidades de todos os seres humanos da Terra poderem usufruir das riquezas que o planeta oferece para todos. E no quinto livro "Disciplina e a Educação para a Cidadania" apresento o que os educadores e pais poderiam fazer para que a sociedade tenha mais pessoas equilibradas, com postura cidadã responsável. Em outros trabalhos, direcionados às empresas, também há idéias para mudanças do ambiente humano para maior realização dos empregados e dos resultados empresariais. Todos esses livros e trabalhos podem ser encontrados pelo site www.editora-opcao.com.br

      A decisão de viver o seu dia-a-dia com felicidade, é uma decisão de cada um, e ninguém pode fazer isso a não ser cada pessoa. Do mesmo modo a decisão tem que ser voluntária, individual, para viver  uma vida mais simples e realizadora. Acredito ser possível realizar as mudanças necessárias para que cada um viva esse estado de felicidade, no seu dia-a-dia. E acredito ser possível realizar mudanças para haver uma sociedade onde as pessoas possam viver de modo mais saudável e feliz, mais conscientes das suas necessidades e das suas fontes de satisfação e vivenciando melhor as suas emoções, consigo mesmos e com os outros, seja no trabalho, na vida conjugal, familiar ou social. 

    Através das perguntas(P) e das respostas (R) dessa entrevista, apresento mais idéias sobre a Simplicidade Voluntária.

P: A Simplicidade Voluntária é um dos caminhos para a felicidade?

R: Um provérbio árabe diz que "A vida é como um tapete. A cor e o tecido já vêm prontos, mas é você quem vai tecê-lo". Cada pessoa escolhe os caminhos para ser feliz, porém, muitas têm escolhido, voluntariamente, por uma vida mais simples, como tem sido apresentado em reportagens pela imprensa. Nesse novo estilo de vida o "ser" é o valor importante, vivendo com menos, porém melhor, compartilhando a companhia dos filhos e da família, com mais convivência e menos consumismo, diminuindo os desejos em ter cada vez mais. É uma opção por uma vida mais simples e melhor, onde os valores mudam de "ter mais", para "ser mais e viver mais". Quando a pessoa consegue essa harmonia do seu querer com suas reais posses, ela pode viver mais feliz, sem o stress causado pelo consumismo desenfreado onde o "ter" é o único objetivo de vida, vivendo inclusive com ansiedade, com depressão e angústia, numa luta constante para tentar manter o status social, a famosa "angústia por status"(status anxiety). Essa realidade mostra, na prática, que realmente o homem é o único animal que tem desejos além de suas necessidades. Uma vida mais simples, onde voluntariamente a pessoa reduz suas expectativas e desejos ao nível de suas posses e de suas condições, pode trazer felicidade, pois a pessoa muda os seus valores de vida, começa a apreciar o que tem, deixando de querer (de modo obsessivo) o que não tem e consegue atingir aquele sentimento de paz, de harmonia, de alegria de viver. Afinal, as melhores coisas da vida são gratuitas: amar alguém, conviver em harmonia, alegrar-se, apreciar a beleza da natureza...

P: Você vive a Simplicidade Voluntária?

R: Posso afirmar que alcancei a felicidade depois que mudei meu estilo de vida, e em especial os meus valores. Depois de anos de consultório, trabalhando como terapeuta, as dificuldades e oportunidades da vida  me levaram a trabalhar como Consultor Organizacional, como funcionário de empresa de consultoria em produtividade, sendo o responsável pelo treinamento de diretores e gerentes das empresas-clientes dessa consultoria. A vida era agitada, estressada, usando terno e gravata o dia todo, viajando constantemente de avião de um projeto a outro da empresa de consultoria onde trabalhava, vivendo em hotéis em São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e outras cidades, num ritmo de trabalho desgastante, com pouco convívio familiar nesses anos de consultoria (a tal ponto que o casamento de 17 anos acabou...). Depois da decisão de mudança, saindo desse estilo de viver, a vida está em um ritmo mais calmo, vivo em Lorena, SP, onde nasci, uma cidade mais tranqüila, respiro ar puro com "cheiro" de ar, bebo água com "gosto" de água pura, e a partir dessa cidade, viajo de vez em quando (bem diferente das viagens que antes fazia), para ministrar cursos e palestras para empresas e outras instituições, palestras para escolas, grupos de pais e educadores, etc. E quando não viajo, estou em casa em Lorena, onde tenho o escritório e uma biblioteca, e onde dedico-me às minhas pesquisas dos assuntos que gosto, escrevo livros (tenho 9 títulos já publicados) e escrevo artigos que envio para jornais e revistas. Esses artigos ficam disponíveis no site da pequena Editora Opção que criei em 01/10/1998 para publicar os meus próprios livros e divulgar pela internet, os cursos, palestras, livros e os artigos (Obs. Devido aos custos cada vez mais elevados para se manter uma editora, mesmo uma micro empresa (contador, Nota Fiscal eletrônica, etc), e depois de pesquisas e análise, constatei que poderia continuar, como autônomo, a editorar meus livros, registrá-los na Biblioteca Nacional e imprimi-los em gráficas terceirizadas, e vender os livros, como muitos escritores fazem. Decidi então encerrar as atividades da micro empresa em 31/03/2010, depois de 11 anos e 5 meses de funcionamento, mantendo a propriedade do nome "Editora Opção" (usando esse nome comercial de fantasia) e a propriedade de meu domínio e site www.editora-opcao.com.br, site de divulgação de meus livros e trabalhos.)  Viajo menos, vivo com menos, mas muito feliz. E tenho muito mais convivência familiar, com a nova companheira (após 18 anos de convívio feliz, oficializamos a união com o casamento civil em 2008), e sempre que possível com os filhos do 1º casamento, que já adultos, vivem suas vidas, uma filha inclusive reside na Inglaterra. Na simplicidade de vida que adotei, tenho descoberto, com alegria, o que é ser, o que é realmente viver, vivendo feliz com o que tenho. Tenho uma irmã, Delza, já avó que também adotou a Simplicidade Voluntária em sua vida. Antes ela residia no Rio de Janeiro, com uma vida agitada, morando em apartamento. Quando se divorciou, resolveu realizar o seu sonho: morar em Lorena, viver em uma casa com quintal, viver em contato com a natureza, poder utilizar alimentos naturais, sem agrotóxicos, comprando diretamente dos plantadores, poder fazer compostagem com restos de lixo orgânico que vira adubo, poder andar de bicicleta ou caminhar, andar menos de carro, poder atuar como voluntária realizando palestras nos bairros pobres sobre alimentação alternativa e exercícios simples que melhoram a vida, poder participar de cursos de Esperanto e até de exercícios de capoeira... Ela realizou os seus sonhos, além do principal: construiu uma casa funcional, com varanda voltada para a vista mais linda do Vale do Paraíba, a Serra da Mantiqueira.

P: É muito difícil viver em felicidade?

R: Acredito que é mais fácil do que a maioria das pessoas imagina. Existem muitos modos de se viver em felicidade no seu dia-a-dia, alguns modos de trilhar o caminho com felicidade, e isso apresento nos livros "Para Um Novo Amanhecer", "Os Segredos de Fellicia e "Criança Feliz, Adulto Feliz...". Neste último livro aprofundo vários aspectos, inclusive com citações de pesquisas científicas. Um deles é ajustar a auto-imagem à realidade, identificando e compreendendo as influências negativas do passado que podem ter construído uma auto-imagem negativa. E aprender a ter novas atitudes, no seu momento presente, atitudes que funcionem como fator desencadeador de uma nova e realista auto-imagem. Um outro caminho é examinar as suas necessidades individuais: o que você necessita, realmente, para ser feliz? Dentre outros caminhos analisados, um outro é o exame de como a pessoa utiliza a sua maior riqueza: o seu tempo de vida. A maioria das pessoas "passa" pela vida, sem realmente viver realizada e feliz...

P: Uma pessoa pode testar em que nível está a sua felicidade?

R: Imagine que a felicidade é água e ela está em uma caixa. No fundo está o nível "pouco feliz" e no alto da caixa, "muito feliz". E há vários canos de entrada, chamados de "fontes de felicidade". Quais são eles e em que nível está sua "caixa de felicidade"? No livro "Criança Feliz, Adulto Feliz..." analiso mais profundamente esses aspectos, levando a pessoa a examinar os rumos que sua vida está tendo para a felicidade ou não, os aspectos que trazem satisfação (ou insatisfação) e como neutralizar os itens de insatisfação, melhorando os de satisfação. Quando você faz esse exame, de modo realístico, você irá ter uma grande surpresa, pois irá descobrir quais são realmente as suas "fontes de satisfação", levando-o a realizar mudanças e assim, atingindo níveis de maior felicidade. Se desejar, leia o artigo sobre "As Fontes de Satisfação", que está em meu site cujo link é www.editora-opcao.com.br/ada34.htm

P: Em seu livro "Criança Feliz, Adulto Feliz" é dado destaque à ação pelo perdão, para viver em felicidade. O que é ação pelo perdão?

R: Uma das opções que apresento ao leitor para desenvolver uma auto-imagem saudável, é o enfrentamento dos aspectos de seu passado que podem estar interferindo em seu caminho com a felicidade, no seu presente, no aqui e agora. E a enfrentar aqueles aspectos cujo único recurso é o perdão das pessoas que no passado, causaram os fatos (ele próprio, seus pais ou seus filhos, os educadores ou outras pessoas). E a aceitar os fatos do seu passado, passando a olhá-los como "referenciais" e não como "determinantes" de sua vida presente. Assim, com esse exercício do perdão e de outros que apresento no livro "Criança Feliz, Adulto Feliz..." a pessoa poderá iniciar novas caminhadas, agora junto com a felicidade, vivendo aquele estado de plenitude, de paz, de alegria de viver e de harmonia com o Universo. Assim, o leitor poderá chegar a dizer: Hoje é o 1º dia feliz do resto de minha vida!      


* Outros Artigos, Livros, Cursos e Palestras do escritor Antonio de Andrade, estão no site www.editora-opcao.com.br

* Contato pelo e-mail opcao@editora-opcao.com.br

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Leia a seguir outro artigo relacionado a esse tema.

                                A OBSESSÃO PELO MELHOR

                                    Autora – Leila Ferreira


Leila Ferreira é jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em comunicação em Londres, que optou por viver uma vida mais simples, em Belo Horizonte.

 

Estamos obcecados com “o melhor”. Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do “melhor”. Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho. Bom não basta. O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com “o melhor”. Isso até que outro “melhor” apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros…) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com   melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?  E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?  O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o “melhor chef”?  Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?  O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo “melhor cabeleireiro”?  

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixados ansiosos e nos impedido de desfrutar o “bom” que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.  O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.  A TV que está velha, mas nunca deu defeito.

O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens “perfeitos”. As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar à chance de estar perto de quem amo…  O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.  O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.  Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na busca do “melhor” a gente nem percebeu?

 

Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos.  Shakespeare

 

 

 

      

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